quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Como falar de Deus no mundo hoje.

Coloco abaixo a bela catequese de nosso querido Papa Bento XVI, é um texto riquíssimo nos recordando que para falar de Deus não precisa muita coisa, basta conhece-Lo, mergulhar no seu amor e deixar transbordar esse amor para aqueles que nos cercam.

Catequese do Papa - Como falar de Deus no mundo hoje - 28/11/2012
Quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Caros irmãos e irmãs,

A pergunta central que hoje nos fazemos é a seguinte: como falar de Deus no nosso tempo? Como comunicar o Evangelho, para abrir estradas na sua verdade salvífica nos corações sempre fechado dos nossos contemporâneos e na mente deles tantas vezes distraídas por tantos estímulos da sociedade? O próprio Jesus, dizem-nos os Evangelistas, no anunciar do Reino de Deus se perguntou sobre isto: “A que podemos comparar o reino de Deus e com que parábola podemos descrevê-lo?” (Mc 4,30). Como falar de Deus hoje? A primeira resposta é que nós podemos falar de Deus, porque Ele falou conosco. A primeira condição para falar de Deus é também a escuta de quanto disse o próprio Deus. Deus falou conosco! Deus não é uma hipótese distante sobre a origem do mundo; não é uma inteligência matemática muito distante de nós. Deus se interessa por nós, nos ama, entrou pessoalmente na realidade da nossa história, se auto-comunicou até encarnar-se. Então, Deus é uma realidade da nossa vida, é tão grande que tem também tempo para nós, ocupa-se de nós. Em Jesus de Nazaré nós encontramos a face de Deus, que desceu do seu Céu para imergir-se no mundo dos homens, no nosso mundo, e ensinar a “arte de viver”, o caminho da felicidade; para libertar-nos do pecado e tornar-nos filhos de Deus (cfr Ef 1,5; Rm 8,14). Jesus veio para salvar-nos e mostrar-nos a vida boa do Evangelho.

Falar de Deus quer dizer antes de tudo ter bem claro isso que devemos levar aos homens e às mulheres do nosso tempo: não um Deus abstrato, uma hipótese, mas um Deus concreto, um Deus que existe, que entrou na história e está presente na história; o Deus de Jesus Cristo como resposta à pergunta fundamental do porquê e do como viver. Por isto, falar de Deus requer uma familiaridade com Jesus e o seu Evangelho, pressupõe uma nossa pessoal e real consciência de Deus e uma forte paixão pelo seu projeto de salvação, sem ceder à tentação do sucesso, mas seguindo o método do próprio Deus. O método de Deus é aquele da humildade – Deus se faz um de nós – é o método realizado na Encarnação na simples casa de Nazaré e na gruta de Belém, aquela da parábola do grão de mostarda. Não devemos temer a humildade dos pequenos passos e confiar no fermento que penetra na massa e lentamente a faz crescer (cfr Mt 13,33). No falar de Deus, na obra de evangelização, sob a orientação do Espírito Santo, é necessária uma recuperação da simplicidade, um retornar ao essencial do anúncio: a Boa Notícia de um Deus que é real e concreto, um Deus que se interessa por nós, um Deus-Amor que se faz próximo de nós em Jesus Cristo até a Cruz e que na Ressurreição nos doa a esperança e nos abre a uma vida que não tem fim, a vida eterna, a vida verdadeira. Aquele excepcional comunicador que foi o apóstolo Paulo nos oferece uma lição que vai direto ao centro da fé do problema “como falar de Deus” com grande simplicidade. Na Primeira Carta aos Coríntios escreve: “Quando cheguei no meio de vós, não me apresentei para anunciar o mistério de Deus com excelência da palavra ou de sabedoria. Decidi, na verdade, não dever saber coisa alguma no meio de vós senão Jesus Cristo, e Cristo crucificado” (2,1-2). Então a primeira realidade é que Paulo não fala de uma filosofia que ele desenvolveu, não fala de ideais que encontrou em qualquer lugar ou inventou, mas fala de uma realidade da sua vida, fala do Deus que entrou na sua vida, fala de um Deus real que vive, falou com ele e falará conosco, fala de Cristo crucificado e ressuscitado. A segunda realidade é que Paulo não busca a si mesmo, não quer criar um time de admiradores, não quer entrar na história como chefe de uma escola de grande conhecimento, não busca a si próprio, mas São Paulo anuncia Cristo e quer ganhar as pessoas para o Deus verdadeiro e real. Paulo fala somente com o desejo de querer pregar aquilo que entrou na sua vida e que é a verdadeira vida, que o conquistou no caminho para Damasco. Então, falar de Deus quer dizer dar espaço Àquele que se faz conhecer, que nos revela a sua face de amor, quer dizer expropriar o próprio eu oferecendo-o a Cristo, na consciência de que não somos nós a poder ganhar os outros para Deus, mas devemos conhecê-los pelo próprio Deus, para invocá-lo. O falar de Deus nasce também da escuta, do nosso conhecimento de Deus que se realiza na familiaridade com Ele, na vida da oração e segundo os Mandamentos.

Comunicar a fé, para São Paulo, não significa trazer a si mesmo, mas dizer abertamente e publicamente aquilo que viu e sentiu no encontro com Cristo, quanto experimentou na sua existência ora transformada pelo encontro: é trazer aquele Jesus que sente presente em si mesmo e tornou-se o verdadeiro sentido da sua vida, para fazer entender a todos que Ele é necessário para o mundo e é decisivo para a liberdade de cada homem. O Apóstolo não se contenta de proclamar as palavras, mas envolve toda a própria existência na grande obra da fé. Para falar de Deus, é preciso dar-lhe espaço, na confiança de que é Ele que age na nossa fraqueza: dar-lhe espaço sem medo, com simplicidade e alegria, na convicção profunda de que quanto mais colocamos no centro Ele e não nós, mais a nossa comunicação será frutífera. E isto vale também para a comunidade cristã: esses são chamados a mostrar a ação transformadora da graça de Deus, superando individualismos, fechamento, egoísmos, indiferença e vivendo na relação cotidiana o amor de Deus. Perguntemo-nos se são realmente assim as nossas comunidades. Devemos colocar-nos de modo a tornar-nos sempre e realmente assim, anunciadores de Cristo e não de nós mesmos.

Neste ponto, devemos perguntar-nos como comunicava o próprio Jesus. Jesus na sua singularidade fala de seu Pai – Abbá – e do Reino de Deus, com o olhar repleto de compaixão pelos inconvenientes e dificuldades da existência humana. Fala com grande realismo e, direi, o essencial do anúncio de Jesus é que torna transparente o mundo e a nossa vida vale para Deus. Jesus mostra que no mundo e na criação aparece a face de Deus e nos mostra como nas histórias cotidianas da nossa vida Deus está presente. Seja nas parábolas da natureza, o grão de mostarda, o campo com diversas sementes, ou na nossa vida, pensamos na parábola do filho pródigo, de Lázaro e em outras parábolas de Jesus. Dos Evangelhos vemos como Jesus se interessa por cada situação humana que encontra, se emerge na realidade dos homens e das mulheres do seu tempo, com uma confiança plena na ajuda do Pai. E que realmente nesta história, secretamente, Deus está presente e se estamos atentos podemos encontrá-Lo. E os discípulos, que vivem com Jesus, as multidões que O encontram, veem a sua reação aos problemas mais absurdos, veem como fala, como se comporta; veem Nele a ação do Espírito Santo, a ação de Deus. Nele anúncio e vida se entrelaçam: Jesus age e ensina, partindo sempre de um íntimo relacionamento com Deus Pai. Este estilo torna-se um indício essencial para nós cristãos: o nosso modo de viver na fé e na caridade torna-se um falar com de Deus no hoje, porque mostra com uma existência vivida em Cristo a credibilidade, o realismo, daquilo que dizemos com as palavras, que não são somente palavras, mas mostram a realidade, a verdadeira realidade. E nisso devemos estar atentos para entender os sinais dos tempos na nossa época, isto é, para identificar os potenciais, os desejos, os obstáculos que se encontram na cultura atual, em particular o desejo de autenticidade, o anseio de transcendência, a sensibilidade para a salvaguarda da criação, e comunicar sem temor a resposta que oferece a fé em Deus. O Ano da Fé é ocasião para descobrir, com a fantasia animada pelo Espírito Santo, novos caminhos em nível pessoal e comunitário, a fim de que em cada lugar a força do Evangelho seja sabedoria de vida e orientação da existência.

Também no nosso tempo, um lugar privilegiado para falar de Deus é a família, a primeira escola para comunicar a fé às novas gerações. O Concílio Vaticano II fala dos pais como os primeiros mensageiros de Deus (cfr Cost. dogm. Lumen gentium, 11; Decr. Apostolicam actuositatem, 11), chamados a redescobrir esta sua missão, assumindo a responsabilidade no educar, no abrir a consciência dos pequenos ao amor de Deus como um serviço fundamental às suas vidas, no ser os primeiros catequistas e mestres da fé para seus filhos. E nesta tarefa é importante antes de tudo a vigilância, que significa saber entender as ocasiões favoráveis para introduzir na família o discurso de fé e para fazer amadurecer uma reflexão crítica a respeito dos numerosos condicionamentos aos quais são submetidos os filhos. Esta atenção dos pais é também sensibilidade em reconhecer as possíveis questões religiosas nas mentes dos filhos, às vezes evidentes, às vezes secretas. Depois, a alegria: a comunicação da fé deve sempre ter uma totalidade de alegria. É a alegria pascal, que não omite ou esconde a realidade da dor, do sofrimento, do cansaço, da dificuldade, da incompreensão e da própria morte, mas sabe oferecer os critérios para interpretar tudo na perspectiva da esperança cristã. A vida boa do Evangelho é mesmo este olhar novo, esta capacidade de ver com os próprios olhos de Deus cada situação. É importante ajudar todos os membros da família a compreender que a fé não é um peso, mas uma fonte de alegria profunda, é perceber a ação de Deus, reconhecer a presença do bem, que não faz barulho; e oferece orientações preciosas para viver bem a própria existência. Enfim, a capacidade de escuta e de diálogo: a família deve ser um ambiente onde se aprende a estar junto, a conciliar os conflitos no diálogo recíproco, que é feito de escuta e de palavra, a compreender-se e a amar-se, para ser um sinal, um para o outro, do amor misericordioso de Deus.

Falar de Deus, então, quer dizer fazer compreender com a palavra e com a vida que Deus não é o concorrente da nossa existência, mas sim é o seu verdadeiro assegurador, a garantia da grandeza da pessoa humana. Assim, retornamos ao início: falar de Deus é comunicar, com força e simplicidade, com a palavra e com a vida, isso que é essencial: o Deus de Jesus Cristo, aquele Deus que nos mostrou um amor tão grande a ponto de encarnar-se, morrer e ressurgir para nós; aquele Deus que pede para segui-Lo e deixar-se transformar pelo seu imenso amor para renovar a nossa vida e as nossas relações; aquele Deus que nos doou a Igreja, para caminhar juntos e, através da Palavra e dos Sacramentos, renovar a inteira Cidade dos homens, a fim de que possa tornar-se Cidade de Deus.

A televisão me deixou burro, burro demais.


Segue abaixo importante artigo sobre a influência da televisão nas nossas vidas e o quanto ela prejudica a nossa maneira de ver as coisas que nos cercam. Vale a pena ler até o fim!
A televisão me deixou burro, burro demais

*por Carlos Ramalhete

Um amigo meu, ao ler uma reportagem que afirmava que na Itália, segundo recente pesquisa, uma criança em cada três trocaria seu pai ou sua mãe por um apresentador de TV, comentou que acabou tirando a TV de casa, para evitar sua má influência.

Dei-lhe meus parabéns; afinal, eu também não tenho um palquinho para o capeta falar absurdos na minha sala.

Outro dia eu estava na casa de uma amiga, e comentei isso com ela. Ela, com a TV ligada permanentemente, disse que não era bem assim, que era só trocar de canal...

Por acaso (ou mais exatamente pela Providência, já que não há coincidência...), neste exato momento olhei para a tela da sua TV e havia um grupo de rapazes estuprando uma moça. Disse eu então: "Olha só, eles estão estuprando a moça dentro da sala da senhora. O que a senhora vai fazer a respeito?"...

A televisão é um problema em si; afinal a sua forma de atuar impede, ou pelo menos dificulta extremamente, o raciocínio. É muito difícil pensar e ver TV ao mesmo tempo.

Com isso, a pessoa que vê TV está um pouco com em uma daquelas câmaras de privação sensorial que agora voltaram à moda. A diferença é que na câmara de privação sensorial a pessoa não tem nenhum estímulo externo, o que faz com que ela passe a ter alucinações, enquanto na TV o nosso juízo consciente do que é exibido é suspenso e a informação entra e fica gravada em nosso subconsciente, sem que tenha sido julgada.

O resultado daí vemos todos os dias: coisas que nunca seriam aceitas normalmente agora o são, apenas por terem sido vistas um grande número de vezes na TV.

Um exemplo disso é a obscenidade da dança da garrafa. Se há alguns anos um candidato a cargo eleitoral exibisse meninas de cinco anos de idade seminuas rebolando para introduzir uma garrafa em suas partes pudendas, ele seria linchado em praça pública.

Mas exatamente isso aconteceu em minha cidade, e o sujeito foi eleito. Qual a razão? Uma súbita queda no padrão moral?

Não. As pessoas, ao ver aquele absurdo, reconheciam aquilo que havia sido visto muitas vezes na telinha, e seu cérebro não registrava nenhum sinal de alarme. Ao ver a barbárie cometida, eles simplesmente pensavam "Ah, já vi isso no Faustão".

A TV é simplesmente uma máquina de hipnotizar! No livro "Admirável Mundo Novo" (quem não leu, leia!), o autor descreveu um sistema pelo qual as crianças e adultos eram constantemente hipnotizados; eles ouviam incessantemente gravações com frases-feitas, que acabavam se marcando em seu espírito ao serem ouvidas durante o sono.

Mas isso traz um problema: como mudar as frases? Se a pessoa ouve sempre aquela frase, como fazer para que creia que aquela não é mais válida e deve ser substituída por outra? Afinal, a transitoriedade é própria da mentira, e tal necessidade é constante.

A solução não foi inventada em um romance, ela está presente: a TV hipnotiza as pessoas de um modo que permite (na verdade até incentiva) a mudança da mensagem.

Poderíamos então perguntar: será que não seria melhor fazer uma TV que apresentasse uma mensagem positiva?

A resposta é um claro "não". Pelas próprias limitações do meio (som de pouca amplitude, imagem de baixa resolução, falta de concentração do espectador, etc.), é praticamente impossível tratar de amor ou ternura na TV. Por outro lado, a ira e o ódio são facilmente expressos, bem como a vaidade, o orgulho, a luxúria, a preguiça, a cobiça...

Vejamos as razões disso:

1 - A própria natureza do meio (TV), requer uma simplificação do discurso, que passa a ser construído sobre o visual (mais exatamente sobre o sensório, já que o som também influi) e não mais sobre o lógico. Com isso há uma "in-formação", no sentido latino da palavra: a TV dá forma àquilo que transmite e ao receptor. É por isso que as pessoas raramente pensam "vou assistir a tal e tal coisa", mas sim "vou assistir TV". O meio é a mensagem.

2 - Como qualquer fenômeno hipnótico, a sua repetição constante favorece o seu efeito. Assim, ver um documentário uma vez por semana ou mês não o deixará tão hipnotizado quanto deixar a TV ligada o tempo todo.

É por isso que aqueles que não assistem TV cotidianamente têm normalmente uma reação muito diferente da que têm os que a assistem cotidianamente à presença de uma TV ligada. Em uma sala de espera ou restaurante, por exemplo, a TV passa "despercebida" (conscientemente) pela maior parte dos presentes, que por serem viciados desligam imediatamente o seu juízo crítico ao ouvir o característico som da TV.

Aqueles que não são viciados, contudo, se sentem frequentemente incomodados pela presença da TV. Ela chama mais a sua atenção, pois o seu juízo crítico não foi desligado.

Para que a TV seja suportável, é necessário que a cada vez que o nosso cérebro esteja "acostumado" ao que se está passando, aconteça algo que dê ao cérebro a impressão de que algo mudou; se isso não acontecesse, entraria em ação o nosso senso crítico, e desligaríamos a TV.

Isto é feito através dos chamados "eventos técnicos", como as alterações de câmera, zoom, mudanças de volume, etc. É por isso que os vídeos caseiros são insuportáveis: não há nenhum tipo de interrupção, o que faz com que o cérebro não receba esta "tapeação", e passe a ponderar as coisas exibidas.

Exatamente o contrário ocorre na publicidade. É só ver a diferença de tempo entre um acontecimento técnico na publicidade (pode ser até mais de uma vez por segundo!) e em um filme ou noticiário. Mesmo no noticiário sempre acaba sendo necessário usar zoom, troca de locutor, etc.

Ou seja: mesmo que a programação da TV seja boa (EWTN, Rede Vida, etc.), nunca devemos deixar a TV ligada ou assistir todos os dias; isso nos torna mais vulneráveis à sua ação, e a TV na sala de espera do dentista vai ser capaz de entrar na cabeça da gente sem pedir licença.

3 - A programação da TV, a não ser que haja um controle muito forte (o que hoje em dia é anátema), só tende a piorar e tornar-se mais e mais escandalosa e abusiva. É da natureza do meio.

A TV francesa era uma TV de alto nível; quando foi privatizada, começou a sua decadência, já que apenas o IFOP - ibope de lá - passou a ditar o que deve ser exibido. Hoje não há mais os programas de literatura que havia, mas em compensação está cheio de apresentadores de auditório e sexo explícito. Foi só deixar o controle nas mãos do mercado, que dançou tudo.

Se a TV tivesse, entretanto um controle forte para evitar este tipo de coisa, como ocorria na França antes da privatização das emissoras, talvez ela não tivesse efeitos imediatos tão maléficos. Infelizmente isso só aconteceria se o Estado fizesse uma censura forte e eficaz, o que dificilmente seria feito hoje, quando a contestação é considerada uma virtude.

Como a própria natureza do meio televisivo impede que seja feito um juízo crítico daquilo que é assistido, a única maneira de fazer com que os viciados continuem a se interessar (e o ibope aumente) é apresentar os incentivos ao pecado, desculpem, as "atrações", de maneira cada vez mais crua e selvagem. Só assim as consciências embotadas e anestesiadas pela TV podem prestar alguma atenção. E dá-lhe de ver gente comendo sushi sobre mulheres nuas (o que se for repetido o suficiente acabará por ser considerado uma modalidade aceitável da gastronomia...), concursos de maior ou mais belo traseiro, crianças órfãs e aleijadas sendo espezinhadas, humilhações de pessoas comuns, etc.

Para que a pessoa tenha capacidade de resistir ao hipnotismo televisivo, ela deve ter desenvolvido o seu raciocínio lógico (linear...) e seu senso crítico. Ora, isso só pode ser feito sem TV, pois a sua hipnose é mais forte que a lógica da maior parte das pessoas, vitimada exatamente pelo pensamento cubista que a TV infunde. - A visão cubista da realidade é uma noção desenvolvida pelo teórico da comunicação Marshall McLuhan; segundo ele, a televisão, por não apresentar de maneira sequencial o acontecimento, transmitindo apenas partes fragmentadas e desconexas dele, proporciona uma visão da realidade que ele chama de cubista, em analogia à arte cubista, em que o nariz é visto de lado, a boca de frente, a orelha de cima...

Os efeitos deste vício - posto que a TV vicia, e muito! - são extremamente perniciosos. Ela é, como a cachaça, uma forma de não pensar. A diferença é que a droga chamada TV não apenas embota o raciocínio como as outras, mas também insere diretamente ao subconsciente mensagens totalmente contrárias à própria Lei Natural. Seus efeitos, portanto, são muito graves, na medida em que em geral assistir TV é um vício comum a toda a família.

Famílias inteiras não mais conversam, apenas ouvem o capeta falando em sua sala. As crianças constantemente expostas à TV não desenvolvem ou desenvolvem de maneira atrofiada o raciocínio lógico, o que é causado pela própria visão cubista da realidade que é inerente à TV.

Vejo isso claramente nos meus alunos de escola, que são em sua imensa maioria incapazes de formular uma frase longa e coerente. Eles falam aos arrancos: "Sabe, ele, o cara, ele foi, no mercado não, ele foi lá, é, na padaria que ele foi, que a mãe dele, sabe, a mãe dele que queria ir lá, e ele foi no lugar dela". Na verdade eles não expressam idéias, apenas concordam com o que lhes é apresentado. O que escrevem é mais ou menos a mesma coisa, só que com uma profusão de palavras cujo significado eles não conhecem bem; afinal, como eles não lêem, consideram que a característica essencial do texto escrito é a presença de palavras "esquisitas".

Quando eu tinha cinco anos de idade a minha mãe, que Deus a tenha em Sua santa glória, jogou fora a TV. Até hoje sou-lhe agradecido por isso. Minha avó me deu uma TV de presente quando eu cheguei à adolescência. Um dia eu me dei conta de que a TV estava ligada no Bozo havia mais de meia hora! No mesmo dia a troquei por uma garrafa de mergulho, e foi um dos melhores negócios que já fiz.

Depois disso já tive TVs sem antena, ligadas ao videocassete. Pelo menos assim posso exercer um controle maior sobre o que entra em minha casa. Hoje não tenho nem um nem outro. Afinal, estou morando em uma região onde a TV pega bem mesmo sem antena, e eu tenho crianças em casa. TV e criança na mesma casa não são uma combinação saudável (aliás, nem TV, nem cocaína, nem nenhuma outra droga perigosa).

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*Este texto foi escrito e gentilmente cedido por Carlos Ramalhete Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
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Viste a home-page do autor em
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terça-feira, 27 de novembro de 2012

A ilusão da misericórdia sem conversão

(Santo Afonso Maria de Ligório)

"Pode ser que haja, no meio de vós, meus irmãos, alguém que se encontre com a alma carregada de pecados e que -- longe de pensar em se livrar deles pela confissão e penitência -- não cessa de cometer novos pecados, se sobrecarregando ainda mais. Este, certamente, abusa da misericórdia divina; pois, a que fim nosso Deus tão bom deixa que este pecador viva senão para que ele se converta e, por conseqüência, escape da desgraça de perder sua alma?
"Ele merece as severas censuras que o Apóstolo dirigiu ao povo judeu impenitente: 'Porventura desprezas as riquezas da bondade, da paciência e da longanimidade de Deus? Ignoras que Sua bondade te convida à penitência? Mas que na tua dureza e coração impenitente, acumulas para ti um tesouro de ira no dia da ira e da manifestação do justo juízo de Deus' (Rom II 4,5).

"Eu quero vos afastar, meus irmãos, desse funesto abuso, e vos preservar da desgraça de cair na morte eterna do inferno. A esse propósito, chamo vossa atenção para a seguinte verdade: Quando uma alma abusa da misericórdia divina, a misericórdia divina está bem próxima de a abandonar...

"Santo Agostinho observa que, para enganar os homens, o demônio emprega ora o desespero, ora a confiança.

Após o pecado, o demônio nos mostra o rigor da justiça de Deus para que desconfiemos de Sua misericórdia. Entretanto, antes do pecado, o demônio nos coloca diante dos olhos a grande misericórdia de Deus, a fim de que o receio dos castigos, devidos ao pecado, não nos impeça de satisfazer nossas paixões...

"Essa misericórdia sobre a qual vós contais para poder pecar, dizei-me, quem vo-la prometeu? Não Deus, certamente, mas o demônio, obstinado em vos perder. Cuidado!, diz São João Crisóstomo, de dar ouvidos a este monstro infernal que vos promete a misericórdia celeste...

"'Deus é cheio de misericórdia, eu pecarei e em seguida confessar-me-ei'. Eis aí a ilusão, ou antes, a armadilha que o demônio usa para arrastar tantas almas ao inferno!...

"Nosso Senhor, aparecendo um dia a Santa Brígida, queixou-Se: 'Eu sou justo e misericordioso, mas os pecadores não querem ver senão minha misericórdia' (Ego sum justos et misericors; peccatores tantum misericordem me existimant - Rev. 1. I. c. 5). Não duvideis, diz São Basílio, que Deus é misericordioso, mas saibamos que Ele é também justo, e estejamos bem atentos para não considerar apenas uma metade de Deus. Uma vez que Deus é justo, é impossível que os ingratos escapem do castigo.... Misericórdia! Misericórdia! Sim, mas para aquele que teme a Deus, e não para aquele que abusa da paciência divina!".

 (Sermons de S. Alphonse de Liguori, Analyses, commentaires, exposé du système de sa prédication, par le R.P. Basile Braeckman, de la Congrégation du T. S. Rédempteur, Tome Second. Jules de Meester-Imprimeur-Éditeur, Roulers, pp. 55-60, apud  Revista Catolicismo, número 572, agosto/1998, página 37).

sábado, 24 de novembro de 2012

Jesus, nosso único modelo


Segue abaixo é uma excelente meditação sobre o nosso seguimento à Cristo, muitas vezes nos enchemos de atividades, até pelo Reino, mas esquecemos de viver em uma íntima comunhão com Jesus. Mais do que servos precisamos ser amigos, amigos de Jesus.

Jesus, nosso único modelo.

Que contraditório é percebemos que levamos o nome de cristão e tão pouco conhecemos aquele do qual tal nome provém. Podemos até mesmo dizer que há um abismo entre esse nome que levamos e a vida daquele que por primeiro o portou: o Cristo. Cada vez mais nos contentamos com aquilo que é periférico - Pregações, filmes, canções, etc.E nos esquecemos de buscar a Ele. Quem sabe lemos muita coisa: dos livros de terapias espirituais aos grandes tratados teológicos e nos esquecemos de beber da fonte que é a Sua palavra. Pouco a pouco vamos nos satisfazendo com belas e empolgantes pregações, shows católicos, músicas, teatros, filmes e abandonamos o Cristo real dos Evangelhos.

Precisamos voltar para Jesus. Deixemos de beber nos canais e passemos a beber da própria fonte. Jesus quer ser, e precisa ser a Vida da minha vida.

Enganam-se aqueles que pensam que a vida cristã pode manter-se de causas externas, de atividades pastorais incansáveis agendas cheias, grandes eventos. Nada, absolutamente nada, podemos esperar de nossa vida cristã ou de nossos esforços missionários se não for a partir de Jesus.

Não podemos gerar nenhum tipo de vida sobrenatural no coração das pessoas, se nós mesmos só vivemos do natural, respaldando tudo o que fazemos nas nossas próprias forças, capacidades, potenciais, talentos, etc. Como Jesus poderá abençoar-nos se nos bastamos em tudo o que fazemos? Não tenhamos dúvida, suas graças passarão longe de nós e serão dadas àqueles que se apóiam n’Ele. “Deus resiste aos soberbos, mas concede sua graça aos humildes.” (Pv 3,34).

Uma outra contradição que podemos encontrar em nossa vida cristã é que, comumente dizemos que todo o esforço missionário que fazemos é para que Deus seja conhecido e amado e os homens sejam salvos. Entretanto, nos esquecemos de que o primeiro que precisa ser salvo sou eu mesmo. Já dizia Santo Agostinho: “Eu amo Jesus Cristo e por isso mesmo ardo em desejo de lhe dar almas: antes de tudo a minha, depois um número incalculável de outras.”

A única maneira de tornar nossa vida cristã frutuosa é bebendo, por primeiro, da fonte que tanto nós convidamos os outros a beberem: Jesus. Sem isso, vamos morrer na sequidão de um trabalho infrutífero que já não atrai mais ninguém, que já não muda mais a vida de ninguém, que já não mais impacta, questiona e arrasta.

A vida em Deus que nós propomos aos outros, vivamo-na primeiro. As graças que nós oferecemos aos outros através das nossas pregações, catequeses, ministérios, experimentemo-nas por primeiro. Ninguém pode dar aquilo que não tem.

Se soubéssemos a força que tem um testemunho, perderíamos menos tempo com o volume de atividades exteriores e empreenderíamos mais nosso tempo na nossa conversão. Um exemplo arrasta multidões. São Francisco foi um dos que não tardou e descobriu essa verdade. Dizia ele: “Desde que eu comecei a viver o Evangelho, muitos começaram a me seguir”.

Se é a vida de Cristo toda que somos chamados a viver, seria oportuno nos perguntarmos: Será que eu tenho reservado momentos de recolhimento a sós com Deus, como fazia Jesus ao se retirar para os montes, a fim de se encontrar com o Pai?

Olhemos bem para nossa vida e vejamos se não são as nossas “justas ocupações” as mesmas a nos afastarem de Deus. Conheço muita gente que se perdeu dizendo que estava trabalhando muito para Deus. Já não tinham mais tempo para rezar e por isso, diminuíam cada vez mais a freqüência e o Tempo dedicado à oração, quando não, a faziam de qualquer jeito (no improviso e às pressas) ou mesmo negligenciando-a. O acesso aos sacramentos, sobretudo, à confissão e à Eucaristia, se tornavam cada vez mais raros. Por outro lado, o aparente sucesso de suas obras parecia crescer era comumente aplaudido nas suas pregações, tornava-se cada vez mais conhecido, seu fazer, mais eficiente e creditado, seu nome já tinha se tornado uma logomarca.

Quando o diabo quer nos tirar de junto de Deus, aumenta a fama, o sucesso e o prestigio de nossas obras.

Passando a confiar mais em nossas capacidades, vamos afastando-nos e mais de Jesus. A única maneira que Deus encontra para nos ter de volta é fazendo-nos experimentar o fracasso, a derrota, o abandono, a perseguição e a impossibilidade. Só assim, Ele pode se assenhorear de nossos trabalhos. Sabemos, por experiência própria que, quando as coisas que programamos não dão certas, tornam-se ocasiões favoráveis para voltarmos a confiar unicamente no Senhor.

Busquemos a Jesus. A ele recorramos pressuroso. Só n’Ele encontramos todas as graças e bênçãos espirituais (Ef 1,3). A graça da fortaleza que vem em auxilio de nossa fraqueza: as graças da conversão mediante o reconhecimento de nossos limites, a graça da permanência diante das nossas constantes oscilações,a graça do avivamento em tempo de cansaço, a graça da resistência em meio aos combates e a maior de todas as graças a nossa salvação. “No Seu Filho, pelo Seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas de Sua graça que derramou profusamente sobre nós.” ( Ef 1,7)

Jesus não é somente causa meritória das graças alcançadas junto ao Pai. Ele é também causa exemplar. Nele nós encontramos o máximo modelo a seguir e imitar. Jesus é o Modelo dos Modelos. Seguir os seus passos é ter a certeza por antecipação de que o céu já nos é dado.

Uma das poucas vezes que Deus Pai se pronuncia nos evangelhos ( no batismo e na transfiguração) é para dizer que nós devemos escutar unicamente a Seu Filho ( Mt 17,5). Ter Jesus como modelo perfeito a imitar é ouvir atentamente Sua palavra. Ele é a própria palavra Encarnada do Pai ( Jo 1,14).

Um dos desejos mais profundos do coração humano é o poder desvelar seu futuro, conhecer o seu amanhã. Razão essa, nos diz o Papa Bento XVI no seu livro Jesus de Nazaré, pela qual o homem busca as religiões. “Sabendo-se o que há de vir, o homem pode trilhar um caminho seguro sem fracassar”. Entretanto, nos diz o Papa, que há um outro caminho: a fé em Deus, na forma de uma promessa dada ao seu povo por meio de um dos seus escolhidos.

A estes são dados mais que capacidade de prever o futuro. É dada a possibilidade de se comunicarem diretamente com Deus. “ Papel do profeta não é o de antecipar os acontecimentos vindouros, e assim servir a curiosidade humana ou a humana necessidade de segurança, mas mostrar o rosto de Deus e assim nos mostrar o caminho que devemos seguir”. ( Papa Bento XVI)

Em Jesus, palavra encarnada do Pai, temos o Caminho perfeito a seguir. Jesus nos revela o rosto do Pai. É Ele a palavra definitiva do Pai. Tudo o que o Pai quis nos dizer, de uma vez por todas, disse em Jesus.

Se quisermos imitar Jesus, temos que escutá-lo, pois só a Sua palavra nos dá a Vida eterna ( Jo 6,68).

Nosso problema é que muitas vezes escutamos muitos tipos de discursos, nos empolgamos diante de tantas palavras bonitas, atraentes que chegam a nós através de propagandas enganosas de que a felicidade está aqui ou ali. Porém, só a palavra de Jesus não engana porque é palavra do Pai. “ A tua palavra é Verdade” ( Jo 17,7).

Por ser Jesus a palavra proclamada e encarnada, é que podemos não só escutar o que Ele diz, como também imitarmos suas atitudes: Sua total confiança no Pai, Seu amor incansável aos pobres, Sua misericórdia sempre pronta a perdoar e dar ao outro a chance de recomeçar, Sua pressa em anunciar o Evangelho para que todos conheçam o amor do Pai, Sua compaixão para com os que sofrem, Sua solicitude para com os aflitos, Sua autenticidade diante das atitudes hipócritas, Sua liberdade diante da lei que oprime a vida, Sua coragem em denunciar o que não é vontade de Deus, Sua humildade, Sua mansidão, Sua vida entregue sem reservas…

Uma vez mais e sempre, insisto. Configuremo-nos a Cristo. Sem Ele nada podemos fazer ( Jo 15,5). É necessário que a vida de Jesus em nós chegue primeiro que as nossas palavras. Não nos enganemos, as pessoas acreditam mais na vida do que nas palavras. A palavra que sai de nossos lábios só terá credibilidade se apoiada na nossa vida. Assim como os raios antecipam os trovões, assim também, nossa vida enxertada em Jesus, deve antecipar nossas palavras o barulho de nossas vozes e pregações.

A vida de Jesus em nós arrasta sem precisarmos fazer nada de extraordinário. Como João Batista que arrastava multidões para ouvi-lo às margens do Jordão sem precisar fazer sequer um milagre. O segredo de João residia no fato de que ele mesmo. A sua própria vida condizia com aquilo que ele anunciava ao povo: uma conversão frutuosa ( Lc 3,8 ).

Permaneçamos em Jesus para darmos abundantes frutos ( Jo 15,5). Sem Jesus o fruto de nossas obras e pregações é estéril, nossa correria é vã, nosso cansaço desnecessário. Só em Jesus o fruto de nosso trabalho permanece.

(texto extraído do Livro: Santidade, Caminho Real e Possível. Padre Gilson Sobreiro, Ed. Palavra & Prece. 2008)
http://ocaminho.org.br/portal/index.php/2009/10/jesus-nosso-unico-modelo/

domingo, 11 de novembro de 2012

A Oração da Ave Maria é bíblica?

"Onde está na Bíblia esta oração? o Pai Nosso sei que existe mas a Ave-Maria é invenção dos católicos."

Pois bem, agora podem pegá-los de surpresa, porque um católico bem informado não cai na garra do povo de Lutero.

Salve (Ave) Maria , cheia de graça ( Alegra-te , cheia de graça Luc 1 ,28).

O Senhor é convosco ( Encontras-te graça junto de Deus, Luc 1, 30)

Bendita sois vós entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre, Luc, 1, 42 (menos entre as crente, é claro)

Jesus( precisa de citação de versiculo para o nome de Jesus?)

Intercessão, cuidado, carinho, desvelo, estão nos evangelhos sim, só que nos capitulos e versiculos que certas pessoas (protestantes) nunca lêem. Afinal, é inutil falar de amor com quem só prega o ódio contra Maria. Conheço crentes que são capazes de tocar fogo em casas onde tem imagens de Maria.

E pra terminar, a mais linda das saudações que ela recebeu, e de onde decorre todo valor e santidade de Nossa Senhora, proclamada pela boca de Isabel, Cheia do Espirito Santo:

De onde me vem a honra de vir até mim, a mãe do meu Senhor ( Luc 1, 43). Senhor refere-se a Jesus (Deus Homem), logo Maria Mãe de Deus.

Só mais uma citação, já que adoram citações bíblicas, pena que só as decoram, e não as vivem:

"Outra, porém, caiu em terra boa; tendo crescido, produziu fruto cem por um. Dito isto, Jesus acrescentou alteando a voz: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!" (Luc 8, 8)

"Ave Maria, Cheia de Graça
o Senhor é convosco
bendita és tu entre as mulheres
bendito é o fruto do teu ventre, Jesus.
Santa Maria, mãe de Deus,
rogai por nós pecadores
agora e na hora de nossa morte
Amém"
Se um Arcanjo e o Espirito Santo, falando em Izabel, disseram essas maravilhas,quem são os protestantes para dizerem que a Santa Mãe do meu Senhor e meu Salvador, era uma mulher como outra qualquer?


Honremos a Maria, pois ela: “Foi escolhida para tão nobre missão porque era justa e reta aos olhos do Senhor. "EIS AQUI A SERVA D0 SENHOR. CUMPRASE EM MIM SEGUNDO A TUA PALAVRA" . Este foi um exemplo de fé, obediência e humildade que nos deixou Maria. Com estas palavras ela acatou a missão que lhe acabara de ser anunciada pelo anjo Gabriel, ou seja, a missão de ser a mãe de Jesus, (Santa Maria Mãe de Jesus Homem-Deus) de servir de veículo para que o Verbo se fizesse carne e habitasse entre nós”.

"Deus Pai só deu ao mundo seu Unigênito por Maria. Suspiraram os patriarcas, e pedidos insistentes fizeram os profetas e os santos da lei antiga, durante quatro milênios, mas só Maria o mereceu, e alcançou graça diante de Deus, pela força de suas orações e pela sublimidade de suas virtudes.Porque o mundo era indigno, diz Santo Agostinho, de receber o Filho de Deus diretamente das mãos do Pai, ele o deu a Maria a fim de que o mundo o recebesse por meio dela.
Em Maria e por Maria é que o Filho de Deus se fez homem para nossa salvação. Deus Espírito Santo formou Jesus Cristo em Maria, mas só depois de lhe ter pedido consentimento por intermédio de um dos primeiros ministros da corte celestial".
(Extraído do TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À VIRGEM SANTÍSSIMA – São Luis Mria Grignion de Monfort).

Leia Mais referências sobre Maria na Bíblia:

Quem é esta mulher?

Um sinal grandioso apareceu no céu: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas; estava grávida e gritava, entre as dores do parto, atormentada para dar à luz (Ap 12,1-2).Segundo um bom número de teólogos e exegetas, essa mulher simboliza em primeiro lugar e diretamente a Igreja do povo de Deus, tanto do Antigo Testamento como do Novo; porém, indiretamente, simboliza também a Virgem Maria.

Quem é este dragão?

Apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres... O Dragão colocou-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o Filho, tão logo nascesse (Ap 12,3-4).

O próprio autor do Apocalipse se encarregou de identificar o dragão: o grande dragão é a antiga serpente, o chamado diabo ou satanás? sedutor de toda a terra habitada; foi expulso para a terra, e seus anjos foram expulsos com ele (Ap 12,9). Está em aberta hostilidade com a mulher. Primeiro, quer devorar-lhe o Filho, apenas nascido.

Falhando essa primeira tentativa, persegue a mulher vomitando atrás dela um rio de água (Ap 12,13-15); enraivece contra ela e, por fim, move guerra contra o resto da sua descendência, contra os que observam os mandamentos de Deus e mantém o testemunho de Jesus (Ap 12,17).

Todavia, pergunta Frei Carlos Mesters: ”Concretamente, quem é este dragão?... Naquele tempo, o povo de Deus estava sendo perseguido pelo governo do Império Romano. Assim como Herodes tinha perseguido o menino Jesus, assim o imperador romano perseguia os cristãos. O Império Romano queria destruir a Igreja que estava nascendo no meio do povo pobre.

Mas os cristãos não desanimavam. Sofriam muito, mas achavam que o sofrimento era dor de parto, começo de nova vida. Sabiam que Deus estava com eles, do jeito que ele tinha estado com Maria, quando esta teve de fugir de Herodes. Para eles, a situação estava clara: o bicho feroz que tinha recebido o seu poder do dragão da maldade (Ap 13,1-3) era o imperador romano“.

Aliás, a identificação do dragão com o Império Romano é feita, de maneira elegante, pelo próprio texto apocalíptico: Aqui é necessário a inteligência que tem discernimento: as sete cabeças do dragão são as sete colinas sobre as quais a mulher (= a cidade de Roma) está sentada (Ap 17,9). Evidentemente, há séculos que Roma é conhecida como a cidade das sete colinas!

A - a mulher entre as dores do parto é Maria junto à cruz, dando à luz a Igreja no meio dos sofrimentos da paixão: Mulher? eis aí o teu filho! Filho, eis aí a tua mãe (Jo 19,26-27);

B - a mulher coroada de doze estrelas é Maria, rainha dos Patriarcas e Profetas (= as doze tribos de Israel), e também rainha dos doze Apóstolos, representados, no Calvário, pelo discípulo João;

C - a mulher vestida com o sol é Maria cheia de graça, envolvida pela complacência e favor misericordioso de Deus por causa da missão única e excelsa a que foi chamada;

D - a mulher grávida para dar à luz é Maria dando à luz, em Belém, o Filho do Altíssimo, que reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim (Lc 1,33; Ap 12, 5);

E - a mulher atormentada, levada por Deus para o deserto por causa da perseguição do dragão (Ap 12,4-6), é Maria, membro e mãe de uma Igreja perseguida pelo mundo e socorrida por Deus; é Maria, co-participante do mistério de morte e ressurreição vivido pela Igreja apostólica;

F - a mulher, vestida de sol, coroada de estrelas, tendo a lua sob os pés, é Maria assunta à glória celeste; nela redimida na integridade de sua pessoa, a Igreja saúda as primícias e o penhor da glória perfeita, que será comunicada a toda criatura como fruto da salvação universal realizada por Cristo, o Emanuel - Deus conosco (Ap 21,3-4).


Fonte: www.espacojames.com.br

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

NOSSA FAMÍLIA

Nossa família é feita de todas as raças, nós somos jovens e velhos, ricos e pobres, homens e mulheres, pecadores e santos.

Nossa família se difundiu pelos séculos e pelo mundo.

Com a graça de Deus, nós abrimos hospitais para cuidar dos doentes, fundamos orfanatos e ajudamos os pobres, nós somos a maior organização caritativa do planeta trazendo alívio e conforto para aqueles que precisam.

Nós educamos mais criança do que qualquer outra instituição educativa e religiosa. 

Nós desenvolvemos o método cientifico e as leis de evidência.

Nós fundamos o sistema universitário. 

Nós defendemos a dignidade de toda a vida humana e preservamos o casamento e a família. 

Cidades receberam os nomes de nossos venerados santos, que percorreram o caminho da santidade antes de nós.

Guiados pelo Espírito Santo nós compilamos a Bíblia. 

Nós somos transformados pela Sagrada Escritura e pela Sagrada Tradição que nos têm guiado firmemente por dois mil anos. 

Nós somos a Igreja Católica.

Com mais de um bilhão na nossa família compartilhando dos sacramentos e da plenitude da fé cristã. 

Por séculos nós temos rezado por você e por todo o mundo, a cada hora, a cada dia sempre que celebramos a Missa.

O próprio Jesus lançou as fundações de nossa fé quando disse à Pedro, o primeiro papa “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. 

Por mais de dois mil anos nós tivemos uma linha ininterrupta de pastores guiando a Igreja Católica com amor e verdade, num mundo confuso e doloroso para se viver. E nesse mundo cheio de caos, dificuldade e dor, é reconfortante saber que algumas coisas permanecem coerentes, verdadeiras e fortes: nossa fé católica e o eterno amor que Deus tem por toda a criação. 

Se você esteve fora da Igreja Católica, nós convidamos você a um novo olhar.

Nossa família é unida em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.
 

Nós somos católicos. Bem vindo a sua casa!

Produção / Copyright: CatholicsComeHome.org - EUA

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

10 conselhos de Bento XVI aos jovens.

1) Conversar com Deus
“Algum de vós poderia talvez identificar-se com a descrição que Edith Stein fez da sua própria adolescência, ela, que viveu depois no Carmelo de Colônia: “Tinha perdido consciente e deliberadamente o costume de rezar”. Durante estes dias (de Jornada Mundial da Juventude) podereis recuperar a experiência vibrante da oração como diálogo com Deus, porque sabemos que nos ama e, a quem, por sua vez, queremos amar”.
2) Contar-lhe as penas e alegrias
“Abri o vosso coração a Deus. Deixai-vos surpreender por Cristo. Dai-lhe o ‘direito de vos falar’ durante estes dias. Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso. Apresentai as vossas alegrias e as vossas penas a Cristo, deixando que ele ilumine com a sua luz a vossa mente e toque com a sua graça o vosso coração.
 
3) Não desconfiar de Cristo
“Queridos jovens, a felicidade que buscais, a felicidade que tendes o direito de saborear, tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Só ele dá plenitude de vida à humanidade. Dizei, com Maria, o vosso ‘sim’ ao Deus que quer entregar-se a vós. Repito-vos hoje o que disse no princípio de meu pontificado: Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta. Estai plenamente convencidos: Cristo não tira nada do que há de formoso e grande em vós, mas leva tudo à perfeição para a glória de Deus, a felicidade dos homens e a salvação do mundo”.
4) Estar alegres: querer ser santos
“Para além das vocações de consagração especial, está a vocação própria de todo o batizado: também é esta uma vocação que aponta para um ‘alto grau’ da vida cristã ordinária, expressa na santidade. Quando encontramos Jesus e acolhemos o seu Evangelho, a vida muda e somos impelidos a comunicar aos outros a experiência própria (…). A Igreja necessita de santos. Todos estamos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade. Convido-vos a que vos esforceis nestes dias por servir sem reservas a Cristo, custe o que custar. O encontro com Jesus Cristo vos permitirá apreciar interiormente a alegria da sua presença viva e vivificante, para testemunhá-la depois no vosso ambiente”.
5) Deus: tema de conversa com os amigos
“São tantos os nossos companheiros que ainda não conhecem o amor de Deus, ou procuram encher o coração com sucedâneos insignificantes. Portanto, é urgente ser testemunhos do amor que se contempla em Cristo. Queridos jovens, a Igreja necessita autênticos testemunhos para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros”.
 
 
 
 
6) No Domingo, ir à Missa
“Não vos deixeis dissuadir de participar na Eucaristia dominical e ajudai também os outros a descobri-la. Certamente, para que dela emane a alegria que necessitamos, devemos aprender a compreendê-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a amá-la. Comprometamo-nos com isso, vale a pena! Descubramos a íntima riqueza da liturgia da Igreja e a sua verdadeira grandeza: não somos os que fazemos uma festa para nós, mas, pelo contrário, é o próprio Deus vivo que prepara uma festa para nós. Com o amor à Eucaristia redescobrireis também o sacramento da Reconciliação, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre que a nossa vida comece novamente”.
7) Demonstrar que Deus não é triste
“Quem descobriu Cristo deve levar os outros para ele. Uma grande alegria não se pode guardar para si mesmo. É necessário transmiti-la. Em numerosas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo anda igualmente sem ele. Mas ao mesmo tempo existe também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. Dá vontade de exclamar: Não é possível que a vida seja assim! Verdadeiramente não”.
8) Conhecer a fé
“Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo. Tratemos, nós mesmos, de conhecê-lo cada vez melhor para poder conduzir também os outros, de modo convincente, a ele. Por isso é tão importante o amor à Sagrada Escritura e, em consequência, conhecer a fé da Igreja que nos mostra o sentido da Escritura”.
9) Ajudar: ser úti
“Se pensarmos e vivermos inseridos na comunhão com Cristo, os nossos olhos se abrem. Não nos conformaremos mais em viver preocupados somente conosco mesmo, mas veremos como e onde somos necessários. Vivendo e atuando assim dar-nos-emos conta rapidamente que é muito mais belo ser úteis e estar à disposição dos outros do que preocupar-nos somente com as comodidades que nos são oferecidas. Eu sei que vós, como jovens, aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos com um mundo melhor. Demonstrai-o aos homens, demonstrai-o ao mundo, que espera exatamente este testemunho dos discípulos de Jesus Cristo. Um mundo que, sobretudo mediante o vosso amor, poderá descobrir a estrela que seguimos como crentes”.
10) Ler a Bíblia
“O segredo para ter um ‘coração que entenda’ é edificar um coração capaz de escutar. Isto é possível meditando sem cessar a palavra de Deus e permanecendo enraizados nela, mediante o esforço de conhecê-la sempre melhor. Queridos jovens, exorto-vos a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la à mão, para que seja para vós como uma bússola que indica o caminho a seguir. Lendo-a, aprendereis a conhecer Cristo. São Jerônimo observa a este respeito: ‘O desconhecimento das Escrituras é o desconhecimento de Cristo’”.
Fonte: opusdei.org.br

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Tarde te amei - Santo Agostinho


Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova!

Tarde demais eu te amei!

Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora!

Eu, disforme, lançava-me sobre as belas formas das tuas criaturas.

Estavas comigo, mas eu não estava contigo.

Retinham-me longe de ti as tuas criaturas, que não existiriam se em ti não existissem.

Tu me chamaste, e teu grito rompeu a minha surdez.

Fulguraste e brilhaste e tua luz afugentou a minha cegueira.

Espargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por ti.

Tu me tocaste, e agora estou ardendo no desejo de tua paz...

 

Santo Agostinho